TOP 5: Eventos menos diversos de inovação, comunicação e política

O Brasil já entendeu que é muito mais fácil falar sobre gênero, ou melhor, sobre mulheres, principalmente não negras do que falar sobre racismo. Não é à toa que algumas hastags viralizam mais do que outras, já perceberam?

#MeuPrimeiroAssédio – Top Trends e #SeráQueÉRacismo  2 dias de engajamento.

E os eventos também já perceberam. Mulheres já fazem parte da programação. Afinal, já é comum ouvirmos o seguinte testemunho:

Eu sou machista, mas estou em desconstrução.

Mas ninguém fala o mesmo quando a questão é racismo.

A Evelle Consultoria, analisou os 10 principais que aconteceram e vão acontecer em 2017 e constatou que 57% dos palestrantes são homens brancos, 36% mulheres brancas, 4% mulheres negras, 3% homens negros, 0,26% indígenas e 0% deficientes. Sobre as categorias temáticas, as mulheres e homens negros são colocados para falar sobre empoderamento negro, afroempreendedorismo, diversidade e periferia com muita frequência.

Observações:

  • Todos os dados são públicos, foram apenas sistematizados nas categorias: gênero, raça/etnia e deficiência
  • Analisamos os eventos que estão no hall de inovação, tecnologia, comunicação, criatividade e política
  • As categorias temáticas são as que mais se repetem nos eventos
  • 6 de 10 eventos responderam e estão pensando em mudanças para as próximas edições.

 

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COMO A PESQUISA FOI FEITA

Utilizamos os dados disponíveis na programação dos eventos que pode ser conferida nos sites oficiais e nas divulgações em redes sociais. Para facilitar a sistematização, utilizamos machine learning e linguagem phyton.

Os eventos selecionados estão no hall de inovação, comunicação, tecnologia e política e acontecem todo ano.   Os critérios analisados foram gênero, raça e deficiência. Assim, pudemos relacionar com as categorias temáticas.

Vale ressaltar que:

  • Não identificamos a representatividade e sim a proporcionalidade, pois unidade não é diversidade.Ou seja, uma única pessoa negra, um único gay, uma única lésbica, um único bissexual, uma única pessoa trans (seja homem trans, mulher trans ou não binário(a)), uma única pessoa com deficiência não abarca a diversidade e multiplicidade no evento.
  • Os membros da Evelle Consultoria já participaram de todos estes eventos e fizeram as observações com antecedência antes desta sistematização.

Conclusões:

  • Diversidade é mais que um tema. Geralmente diversidade entra como tema de uma mesa específica, porém o reto do evento é dominado por um único padrão de pessoas.
  • Assumir o racismo e machismo institucional nos eventos, é o primeiro passo para encontrar soluções.
  • As curadorias dos eventos não possuem diversidade e vivem numa bolha. Isso reflete na programação.

* O evento Blogando, acontece em várias cidades. O que está no ranking é a edição Blogando São Paulo que acontecerá no dia 22 de julho. Os demais são edições únicas.

 

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